Entenda o ‘efeito sanfona’

21/06/2017 > por Vanessa Endringer

_ Por Gustavo Mattos, personal trainer e colaborador do CanalVE_

 

O famoso efeito sanfona! Precisamos entender que nosso corpo responde a estímulos e por incrível que pareça, não trabalhamos com matemática nesse caso (comi menos ou gastei muitas calorias, emagreci mais). Claro que o treino, dieta, descanso… fazem parte do processo, porém estar com todas as variáveis alinhadas é essencial para o sucesso dos resultados.

Algumas estratégias usadas no processo de emagrecimento são: comer menos e se exercitar mais! As pessoas acreditam que esse “combo” é a solução, porém precisamos ter cuidado! Quando passamos a comer menos, podemos gerar uma resposta contrária ao que queríamos, pois seu organismo entende que aquela restrição calórica é um sinal de alerta e como resposta, ele deixa seu corpo mais econômico (preguiçoso), o que chamamos de “poupador de energia”. Podemos colocar em “cheque” essas dietas malucas de 500-700 calorias, elas não irão trazer resultados duradouros para quem adere e podemos ir além, tais dietas podem gerar uma compulsão, projetando um sobre peso futuro.

Dentro dessa combinação, as pessoas se entopem de exercício aeróbio com a esperança de que irão “queimar” mais gordura, porém o aeróbio não é uma maravilha quando estamos falando de metabolismo. Exercícios aeróbios dificilmente irão fazer com que você ganhe massa magra (músculo), exercício aeróbio não consegue fazer com que seu corpo consuma mais gordura por horas depois e o gasto calórico gerado pelo exercício aeróbio (apesar de alto) não tem importância no processo final, pois seu corpo não depende do gasto calórico e sim do estímulo adequado para que a resposta seja a metabolização da gordura depois do exercício feito, ou seja, vale muito mais para o emagrecimento o estímulo aplicado, do que o somatório do gasto calórico.

Da primeira foto pra segunda é o momento que chamamos de agudo, dieta restritiva mais o gasto calórico respondem ao emagrecimento ou perda de peso, porém o tratamento é crônico (longo prazo), ou seja, na hora que seu organismo começa a responder a tal estímulo ele se torna econômico e, com isso, os resultados começam a estabilizar e você, claro, deixa de comer mais e começa a gastar mais e isso tende a piorar, piora tanto que você entra num estresse pela falta de resultado e se por acaso você estressado resolve comer (talvez por desenvolver uma compulsão) está feito o estrago, você aumenta o aporte calórico em cima de um organismo “preguiçoso” e o que acontece?! Foto 3, você ganha num curto espaço de tempo tudo que tinha perdido, entendeu?!

 

 

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